
“Aprende-se a fazer” | Formandos da Aldeia de Santa Isabel voltam a construir presépio de Natal
Após um interregno de dois anos, o tradicional presépio está de regresso à Aldeia de Santa Isabel. A exposição estará patente até 6 de janeiro, Dia de Reis.
O mês de dezembro começou em grande na Aldeia de Santa Isabel, com a apresentação daquele que se caracteriza como o maior presépio da Misericórdia de Lisboa. Utentes e colaboradores já podem visitar o espaço, onde se reúnem dezenas e dezenas de peças que criam uma história que vai muito para além da meia dúzia de personagens que normalmente compõem os presépios caseiros.
Irá encontrar representações de várias profissões, artes e ofícios, diferentes animais e casas, elementos da vida rural, pontes, fontes, episódios do dia a dia e algumas cenas bíblicas, entre muitas outras particularidades que vale a pena descobrir.

"Aprende-se a fazer"
Foi construído com diversos materiais recolhidos nas várias oficinas e executado pelas mãos dos formados do curso de Operador de Jardinagem. Com a supervisão do formador oficinal de Jardinagem, António Orlando, e a participação de formadores de diferentes disciplinas, o projeto tem três objetivos: comemorar a quadra natalícia, destacar a importância da profissão de jardineiro e demonstrar que “aprende-se a fazer”, naquele que é o melhor caminho para a aprendizagem.
Por exemplo, na disciplina de Língua Portuguesa os formandos produziram textos expositivos/explicativos e uma notícia sobre as várias fases da construção do presépio e prepararam exposições orais para apresentarem o trabalho desenvolvido aos vários visitantes (colaboradores e utentes) da Aldeia de Santa Isabel.
Construir em colaboração
A construção do presépio de Natal, de uma forma participativa e colaborativa, foi uma experiência e aprendizagem que vai ficar para o resto da vida dos formandos e permitiu redescobrir valores essenciais, como proximidade, generosidade, fraternidade e solidariedade.
Aldeia de Santa Isabel
Na Aldeia de Santa Isabel, da Misericórdia de Lisboa, vive gente de todas as idades. Para uns, é casa e família. Para outros, é a escola que lhes faltou. E também é amparo, feito de reciprocidade, para quem já chegou à velhice. Nos seis hectares da Aldeia, com mais de 40 edificações, as ruas são ordenadas, limpas e lavadas de branco e azul, tal como em muitas outras aldeias de Portugal. Esta fica na periferia da grande Lisboa, mas onde já se respiram os ares da Serra de Sintra.